{"id":29484,"date":"2020-09-20T13:25:00","date_gmt":"2020-09-20T16:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=29484"},"modified":"2020-09-20T13:25:00","modified_gmt":"2020-09-20T16:25:00","slug":"primeira-onda-da-covid-19-deve-acabar-em-outubro-diz-estudo-da-uff","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2020\/09\/20\/primeira-onda-da-covid-19-deve-acabar-em-outubro-diz-estudo-da-uff\/","title":{"rendered":"Primeira onda da Covid-19 deve acabar em outubro, diz estudo da UFF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A transmiss\u00e3o da Covid-19 segue a mesma sazonalidade de outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias, como H1N1 e gripe Influenza. Com isso, o Brasil e o Hemisf\u00e9rio Sul devem passar por uma diminui\u00e7\u00e3o de casos a partir de outubro, com a aproxima\u00e7\u00e3o do ver\u00e3o, enquanto o hemisf\u00e9rio norte v\u00ea o aumento nos registros, com a chegada do inverno. A an\u00e1lise est\u00e1 no estudo Detec\u00e7\u00e3o Precoce da Sazonalidade e Predi\u00e7\u00e3o de Segundas Ondas na Pandemia da Covid-19, coordenado pelo professor M\u00e1rcio Watanabe, do Departamento de Estat\u00edstica da Universidade Federal Fluminense (UFF).<!--more--><\/p>\n<p>\u201cA sazonalidade de doen\u00e7as significa que existe um padr\u00e3o anual onde h\u00e1 um momento do ano em que a doen\u00e7a tem uma transmiss\u00e3o maior. No caso das doen\u00e7as de transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria, geralmente elas apresentam uma sazonalidade t\u00edpica do per\u00edodo de outono e inverno, ou seja, elas t\u00eam uma transmiss\u00e3o maior e, portanto, uma quantidade maior de pessoas infectadas nos meses de outono e inverno\u201d, explica Watanabe. Para ele, geralmente a sazonalidade de uma doen\u00e7a s\u00f3 \u00e9 detectada ap\u00f3s alguns anos de incid\u00eancia, com o ac\u00famulo das s\u00e9ries de dados ao longo de v\u00e1rios anos mostrando as taxas de cont\u00e1gio e interna\u00e7\u00e3o, como no caso do Sistema InfoGripe do Brasil, que re\u00fane dados sobre as interna\u00e7\u00f5es e mortes por S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG).<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-9394 alignleft\" src=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab-320x240.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab-320x240.jpg 320w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab-195x146.jpg 195w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab-50x38.jpg 50w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab-100x75.jpg 100w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/05elab.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/>Por\u00e9m, com a covid-19 foi poss\u00edvel verificar os picos em menos de um ano em raz\u00e3o da quantidade de informa\u00e7\u00e3o produzida por todos os pa\u00edses durante a atual pandemia. Com isso, o professor diz que se comprovou a repeti\u00e7\u00e3o da sazonalidade verificada na pandemia de H1N1 em 2009. \u201cIsso acontece no mundo inteiro, mas como as esta\u00e7\u00f5es do ano s\u00e3o invertidas entre o Hemisf\u00e9rio Norte e o Hemisf\u00e9rio Sul, os meses [da sazonalidade] tamb\u00e9m se invertem. Aqui no Brasil e no Hemisf\u00e9rio Sul, o padr\u00e3o se estende dos meses de abril at\u00e9 julho. No Hemisf\u00e9rio Norte voc\u00ea tem um padr\u00e3o da doen\u00e7a aparecendo de setembro-outubro at\u00e9 janeiro-fevereiro. Isso vale para praticamente todas as doen\u00e7as respirat\u00f3rias\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Segunda onda &#8211;<\/strong>\u00a0Segundo o professor Watanabe, os modelos matem\u00e1ticos mostram que a segunda onda no Hemisf\u00e9rio Norte ser\u00e1 muito mais forte do que a primeira. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que essa segunda onda na Europa e na \u00c1sia ser\u00e1 maior para muitos pa\u00edses do que a primeira onda, porque o per\u00edodo de transmiss\u00e3o l\u00e1 \u00e9 de setembro at\u00e9 mar\u00e7o e a primeira onda l\u00e1 come\u00e7ou no final de fevereiro, j\u00e1 no final do per\u00edodo sazonal. E a\u00ed ela foi interrompida. Era para ser uma onda grande como no Brasil, mas foi interrompida logo no comecinho, com o efeito da sazonalidade, com um m\u00eas e meio. A\u00ed a transmiss\u00e3o caiu muito e essa primeira onda ficou pela metade, por assim dizer\u201d.<\/p>\n<p>Os gr\u00e1ficos do Observat\u00f3rio Fluminense Covid-19 mostram a curva de cont\u00e1gio em ascens\u00e3o em pa\u00edses como \u00cdndia, R\u00fassia, Reino Unido, It\u00e1lia, Espanha e Fran\u00e7a, sendo que nesses dois \u00faltimos o n\u00famero de casos atualmente j\u00e1 ultrapassa o pico alcan\u00e7ado em abril. No Brasil e no hemisf\u00e9rio sul, por outro lado, o pesquisador aponta que, se houver uma nova onda, ela ser\u00e1 a partir da metade de mar\u00e7o de 2021 e ter\u00e1 menor intensidade.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o v\u00e1rios fatores. Provavelmente, l\u00e1 para abril a gente j\u00e1 tenha uma vacina dispon\u00edvel e tendo uma vacina provavelmente n\u00f3s n\u00e3o vamos ter uma segunda onda. E caso o pa\u00eds tenha uma segunda [onda], ela com certeza vai ser menor do que essa primeira onda, porque a gente j\u00e1 teve um surto muito grande no pa\u00eds, que durou desde mar\u00e7o at\u00e9 agora, com um n\u00famero significativo de casos, ent\u00e3o a tend\u00eancia \u00e9 que a pr\u00f3xima onda seja menor do que essa primeira\u201d, diz.<\/p>\n<p>O Boletim InfoGripe, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), comprova que a tend\u00eancia de queda nos casos de covid-19 permanece na segunda semana de setembro. Por\u00e9m, os valores semanais ainda est\u00e3o muito acima do n\u00edvel de casos considerado muito alto e 97,5% dos casos e 99,3% dos \u00f3bitos em que h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o do v\u00edrus causador da SRAG (S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda), s\u00e3o em consequ\u00eancia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Watanabe destaca que as medidas de restri\u00e7\u00e3o da mobilidade e isolamento social s\u00e3o fatores muito importantes na din\u00e2mica da pandemia de covid-19 e, se por um lado a sazonalidade favorece a diminui\u00e7\u00e3o de casos a partir de agora, por outro o afrouxamento das medidas pode elevar o cont\u00e1gio. \u201cA sazonalidade ajuda a reduzir a transmiss\u00e3o, mas se afrouxa as medidas restritivas, vai ter uma for\u00e7a puxando para cima e outra puxando para baixo. Ent\u00e3o, \u00e9 importante que as as medidas sejam tomadas com planejamento e responsabilidade\u201d, finaliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: Cleriston Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transmiss\u00e3o da Covid-19 segue a mesma sazonalidade de outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias, como H1N1 e gripe Influenza. 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