{"id":35769,"date":"2021-06-07T07:01:00","date_gmt":"2021-06-07T10:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=35769"},"modified":"2021-06-06T23:19:55","modified_gmt":"2021-06-07T02:19:55","slug":"complexo-eolico-proximo-a-habitat-da-arara-azul-de-lear-em-jeremoabo-ba-e-canudos-ba-gera-apreensao-entre-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2021\/06\/07\/complexo-eolico-proximo-a-habitat-da-arara-azul-de-lear-em-jeremoabo-ba-e-canudos-ba-gera-apreensao-entre-especialistas\/","title":{"rendered":"Complexo e\u00f3lico pr\u00f3ximo a habitat da arara-azul-de-lear em Jeremoabo BA e Canudos BA gera apreens\u00e3o entre especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>A multinacional francesa Voltalia est\u00e1 iniciando a constru\u00e7\u00e3o de um complexo e\u00f3lico em Canudos, na regi\u00e3o da Caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O projeto prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de 28 turbinas e\u00f3licas num primeiro momento e outras 53 numa segunda fase. O empreendimento contar\u00e1 ainda com uma rede de transmiss\u00e3o de energia de 50 km, adentrando o munic\u00edpio de Jeremoabo. Toda a eletricidade produzida ser\u00e1 vendida para a Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig) num contrato j\u00e1 fechado pelos pr\u00f3ximos 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Acontece que essa mesma regi\u00e3o abriga o principal ref\u00fagio no Brasil da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), esp\u00e9cie considerada em perigo de extin\u00e7\u00e3o, de acordo com a Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN).<\/p>\n\n\n\n<p>A arara-azul-de-lear tem o h\u00e1bito de realizar longos voos diariamente, cerca de 60 a 80 km. Sai do dormit\u00f3rio ao amanhecer, se alimenta em \u00e1reas vizinhas \u00e0 sua morada, basicamente dos cocos da palmeira licuri, e no final da tarde, pode ser vista, aos bandos, chegando de diversas dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>&#8220;Achamos arriscado o funcionamento de um parque e\u00f3lico na \u00e1rea de ocorr\u00eancia das leares. A esp\u00e9cie voa aos pares e em bando, de modo que um \u00fanico evento de colis\u00e3o poder\u00e1 incidir na morte de muitos indiv\u00edduos e comprometer a viabilidade populacional em pouco tempo, ou seja, extinguir a esp\u00e9cie&#8221;,<\/em><\/strong>&nbsp;alerta Glaucia Drummond, superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Real-Calcados.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33350\" width=\"356\" height=\"356\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 30 anos a Biodiversitas mantem uma \u00e1rea particular de 1.500 hectares na regi\u00e3o, a Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Canudos, onde \u00e9 realizado, em parceria com outras entidades nacionais e internacionais, um programa de conserva\u00e7\u00e3o que inclui o monitoramento da arara-azul-de-lear, a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o e dormit\u00f3rios, al\u00e9m de pesquisas sobre comportamento e projetos de educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Descrita pela primeira vez em 1856, o habitat da arara-azul-de-lear permaneceu desconhecido por mais de um s\u00e9culo. Foi apenas em 1978 que pesquisadores descobriram sua localiza\u00e7\u00e3o, na regi\u00e3o conhecida como Raso da Catarina, considerada por isso &#8220;s\u00edtio-chave&#8221; pela Alian\u00e7a Global para a Extin\u00e7\u00e3o Zero e \u00e1rea priorit\u00e1ria de import\u00e2ncia extremamente alta para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da Caatinga pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. O primeiro censo, realizado em 2001 pela Biodiversitas, em conjunto com o Cemave &#8211; centro nacional voltado para a conserva\u00e7\u00e3o das aves silvestres ligado ao ICMBio, apontou a exist\u00eancia de 228 indiv\u00edduos. No \u00faltimo, de 2019, j\u00e1 eram quase 1.500, observados em seus cinco dormit\u00f3rios: Serra Branca, Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Canudos, Fazenda Barreiras, Baixa do Chico (Terra Ind\u00edgena Pankarar\u00e9) e Barra do Tanque.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa da melhora nos n\u00fameros da popula\u00e7\u00e3o, a arara-azul-de-lear passou da categoria &#8220;criticamente em perigo&#8221; da IUCN para &#8220;em perigo&#8221;, em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o exige licenciamento ambiental completo<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Biodiversitas, um dos pontos que mais chama a aten\u00e7\u00e3o sobre o empreendimento \u00e9 que a Voltalia n\u00e3o precisou apresentar um licenciamento ambiental completo para obter a permiss\u00e3o para a obra. Uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece a exig\u00eancia de Estudo de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/Rima), al\u00e9m de audi\u00eancias p\u00fablicas, para plantas e\u00f3licas que estejam situadas em &#8220;em \u00e1reas de ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e endemismo restrito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos da Bahia (Inema) aprovou o projeto somente com a apresenta\u00e7\u00e3o do licenciamento simplificado. &#8220;Desejamos que a lei seja cumprida e todas as etapas obedecidas&#8221;, diz Glaucia, da Biodiversitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em duas declara\u00e7\u00f5es enviadas por e-mail, a Voltalia afirmou primeiramente que &#8220;<strong><em>todos os seus projetos seguem rigidamente a Legisla\u00e7\u00e3o Ambiental Brasileira e possuem todas as licen\u00e7as necess\u00e1rias para constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/em><\/strong>&nbsp;E, numa segunda mensagem, &#8220;que realizou estudos para avalia\u00e7\u00e3o de impactos e de benef\u00edcios sociais, econ\u00f4micos e ambientais, com propostas de a\u00e7\u00f5es de controle\/mitiga\u00e7\u00e3o da fauna e flora local, reafirmando que o projeto possui todas as licen\u00e7as necess\u00e1rias para a fase atual. A companhia tamb\u00e9m refor\u00e7a seu compromisso com o meio ambiente e ressalta que as a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o ambiental das araras n\u00e3o cessam durante a opera\u00e7\u00e3o do empreendimento. \u00c9 um trabalho cont\u00ednuo e de longo prazo, que andar\u00e1 junto com a presen\u00e7a da Voltalia na regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionados sobre a raz\u00e3o pela qual o licenciamento ambiental completo n\u00e3o foi requisitado para a multinacional francesa, tanto o Inema como o Cemave n\u00e3o deram resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Risco de colis\u00e3o das araras contra as turbinas<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pr\u00e9-requisitos estabelecidos pelo Inema para a concess\u00e3o da licen\u00e7a pr\u00e9via \u00e0 Voltalia foi a cria\u00e7\u00e3o de um programa de conserva\u00e7\u00e3o para a arara-azul-de-lear, antes mesmo do come\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o do complexo e\u00f3lico. Para isso, a multinacional contratou uma das maiores especialistas no pa\u00eds sobre a esp\u00e9cie, a bi\u00f3loga Erica Pac\u00edfico, que j\u00e1 realizou consultoria para outras empresas do setor de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Erica acredita no comprometimento da Voltalia em mitigar ao m\u00e1ximo os impactos sobre as araras. Cita, por exemplo, que seguindo sua recomenda\u00e7\u00e3o, foram alteradas as rotas de acesso ao parque e\u00f3lico, que inicialmente passavam por \u00e1reas importantes de alimenta\u00e7\u00e3o das aves. Tamb\u00e9m menciona que para evitar os riscos de eletrocuss\u00e3o, a rede de m\u00e9dia tens\u00e3o ser\u00e1 enterrada.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a rota de voo das araras passe pelo complexo&#8221;, diz Erica. Entretanto, reconhece que o trajeto das aves pode sofrer mudan\u00e7as ao longo do ano e conforme a periodicidade das chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga explica que outras ferramentas de tecnologia ser\u00e3o utilizadas para minimizar ao m\u00e1ximo a ocorr\u00eancia de impactos, entre elas o uso de aparelhos de GPs em algumas araras para estimar a \u00e1rea de vida da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>A Voltalia informou ainda que estuda a possibilidade de pintar as p\u00e1s de preto, j\u00e1 que algumas pesquisas sugerem que isso pode evitar as colis\u00f5es. Tamb\u00e9m diz que implementar\u00e1 uma tecnologia que monitora a presen\u00e7a de aves, permitindo a interrup\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o. Entretanto, questionada sobre quais s\u00e3o os hor\u00e1rios de pico de produ\u00e7\u00e3o de energia para checar se seriam os mesmos daqueles de maior circula\u00e7\u00e3o das aves, a companhia n\u00e3o deu resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Erica Pac\u00edfico garante que n\u00e3o existem informa\u00e7\u00f5es sobre a intera\u00e7\u00e3o de araras com complexos e\u00f3licos. &#8220;Qualquer alega\u00e7\u00e3o a respeito nesse momento \u00e9 infundada. A informa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de base sobre a esp\u00e9cie n\u00e3o permite fazer infer\u00eancias sobre os riscos de impactos, portanto, qualquer alega\u00e7\u00e3o \u00e9 sem fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta de financiamento para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do empenho que a Voltalia afirma em ter com essa ave s\u00edmbolo da Caatinga e t\u00e3o amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, a cr\u00edtica que se faz ao empreendimento \u00e9 que os estudos de impactos n\u00e3o deveriam ser feitos com o complexo j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos muito preocupados com o projeto numa \u00e1rea de alcance geogr\u00e1fico de uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada. A perda de at\u00e9 mesmo uma \u00fanica arara-azul-de-lear j\u00e1 seria demais. Parte da raz\u00e3o para isso \u00e9 ela ser uma esp\u00e9cie de reprodu\u00e7\u00e3o lenta, portanto, com menos capacidade de se recuperar&#8221;, ressalta Joel Merriman, diretor da campanha de Aves e Energia E\u00f3lica da American Bird Conservancy.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, as araras voarem justamente em hor\u00e1rios de pouca visibilidade, no in\u00edcio e no final do dia, parece ser um risco ainda maior para colis\u00f5es. O especialista explica tamb\u00e9m que estudos indicam que colis\u00f5es n\u00e3o acontecem somente contra as p\u00e1s da turbinas, mas contra as estruturas, que s\u00e3o gigantescas, com m\u00e9dia de 100 metros de altura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es suficientes, elas ainda est\u00e3o sendo coletadas. Mas a empresa n\u00e3o est\u00e1 esperando. \u00c9 essencial que se tenha todos os dados. Turbinas e\u00f3licas n\u00e3o s\u00e3o feitas para todos os lugares. Elas simplesmente n\u00e3o s\u00e3o apropriadas para alguns locais. E a presen\u00e7a de v\u00e1rios parques [e\u00f3licos] acaba se tornando um desastre&#8221;, afirma Merriman.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor da American Bird Conservancy cita um artigo cient\u00edfico publicado em 2017 que analisa o risco de colis\u00e3o de p\u00e1ssaros e morcegos por caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e comportamentais. &#8220;Psittaciformes [papagaios e araras] t\u00eam um risco relativamente alto de colis\u00f5es em geral e h\u00e1 boas raz\u00f5es para acreditar que isso se aplica \u00e0s araras-azuis-de-lear&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Voltalia j\u00e1 tem outro empreendimento e\u00f3lico no Rio Grande do Norte e o projeto de uma pequena usina hidroel\u00e9trica no Amap\u00e1. Erica Pac\u00edfico sabe que, assim como a multinacional francesa, outras companhias ir\u00e3o explorar cada vez mais o potencial do vento brasileiro. Para ela, trabalhar ao lado da empresa \u00e9 uma chance de conseguir recursos para financiar o programa de conserva\u00e7\u00e3o da arara-azul-de-lear, j\u00e1 que o investimento governamental \u00e9 m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A esp\u00e9cie j\u00e1 enfrenta as amea\u00e7as do tr\u00e1fico de aves silvestres, a expans\u00e3o urbana e a falta de estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o ao licuri, que sofre com o desmatamento e o pisoteio por sobrepastoreio. A gente n\u00e3o tem recursos para a preserva\u00e7\u00e3o no Brasil&#8221;, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Not\u00edcias da Floresta \u00e9 uma coluna que traz reportagens sobre sustentabilidade e meio ambiente produzidas pela ag\u00eancia de not\u00edcias Mongabay, publicadas semanalmente em Ecoa. Esta reportagem foi originalmente publicada no site da Mongabay Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Jeremoabo.com.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A multinacional francesa Voltalia est\u00e1 iniciando a constru\u00e7\u00e3o de um complexo e\u00f3lico em Canudos, na regi\u00e3o da Caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O projeto prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de 28 turbinas e\u00f3licas num primeiro momento e outras 53 numa segunda fase. 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