{"id":39441,"date":"2021-11-22T19:02:00","date_gmt":"2021-11-22T22:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=39441"},"modified":"2021-11-21T19:31:05","modified_gmt":"2021-11-21T22:31:05","slug":"desigualdade-salarial-da-bahia-e-a-maior-do-brasil-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2021\/11\/22\/desigualdade-salarial-da-bahia-e-a-maior-do-brasil-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Desigualdade salarial da Bahia \u00e9 a maior do Brasil, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre 2019 e 2020, a popula\u00e7\u00e3o com \u201csal\u00e1rio\u201d no estado passou de 5,7 milh\u00f5es para 5,0 milh\u00f5es, numa queda de 13,8% em um ano. Sob os impactos da pandemia, 791 mil pessoas deixaram de ter rendimento de trabalho na Bahia. Em termos relativos, a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pessoas com rendimento de trabalho na Bahia no ano passado foi a segundo mais intensa do pa\u00eds, abaixo apenas do verificado na Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34795\" width=\"258\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB.jpg 1000w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-768x614.jpg 768w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-183x146.jpg 183w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-50x40.jpg 50w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-94x75.jpg 94w\" sizes=\"(max-width: 258px) 100vw, 258px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Apesar da queda de pessoas com renda, a renda m\u00e9dia do trabalhador baiano aumentou 14,1% em 2020. No entanto, isso tamb\u00e9m refletiu na maior disparidade entre sal\u00e1rios, o que tornou a desigualdade ainda maior. De acordo com o IBGE, os 10% de trabalhadores com maiores sal\u00e1rios recebiam, em m\u00e9dia, o equivalente a 56 vezes o rendimento dos 10% que ganhavam menos (R$ 8.624 contra R$ 155).<br><br>Em 2020, uma parcela importante da popula\u00e7\u00e3o brasileira e baiana deixou de trabalhar, em grande parte por causa da pandemia. A crise impactou mais os trabalhadores informais, que, por sua vez, t\u00eam os menores rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda de trabalho concentrada num grupo que ganha menos fez o sal\u00e1rio m\u00e9dio aumentar. Na Bahia, o rendimento m\u00e9dio mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos passou de R$ 1.620 para R$ 1.849, entre 2019 e 2020, num aumento real de 14,1% (j\u00e1 descontados os efeitos da infla\u00e7\u00e3o).<br><br>O aumento na desigualdade salarial na Bahia, em 2019, se consolidou na varia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Gini do rendimento m\u00e9dio mensal de todos os trabalhos no estado, que, no ranking nacional, subiu do 7\u00ba lugar em 2019 (0,529) para o maior do pa\u00eds em 2020 (0,557). O \u00cdndice de Gini mede a desigualdade numa distribui\u00e7\u00e3o qualquer e vai de 0 a 1, sendo mais desigual quanto mais pr\u00f3ximo de 1.<br><br>O aumento tamb\u00e9m foi na contram\u00e3o do que ocorreu no Brasil como um todo, onde a desigualdade recuou. No ano passado, os 10% de trabalhadores brasileiros com maiores rendimentos recebiam o equivalente a 31 vezes o rendimento m\u00e9dio dos 10% que ganhavam menos (R$ 324). Em 2019, a rela\u00e7\u00e3o era de 35 vezes.<br><br>O aumento da desigualdade se refletiu tamb\u00e9m numa maior desigualdade salarial entre ra\u00e7as e g\u00eaneros. No ano passado, trabalhadores pretos passaram a ganhar, em m\u00e9dia, a metade dos brancos (-49,6%); e mulheres passaram a receber 1\/5 a menos que os homens (-21,5%).<br><br>Em 2020, um trabalhador preto ganhava quase a metade de um branco: R$ 1.469 frente a R$ 2.892 (-49,8%). Em 2019, a diferen\u00e7a era significativamente menor, embora ainda bastante alta (-38,3%).<br><br>Na compara\u00e7\u00e3o entre trabalhadores de cor parda e branca, a desigualdade aumentou ainda mais e chegou, em 2020, ao seu ponto m\u00e1ximo na s\u00e9rie hist\u00f3rica recente do IBGE, iniciada em 2012. No ano passado, os pardos recebiam, em m\u00e9dia R$ 1.671, 42,2% menos do que os brancos. Em 2019, essa diferen\u00e7a era de -30,5%.<br><br>A situa\u00e7\u00e3o foi parecida entre trabalhadores homens e mulheres, embora a desigualdade salarial por sexo na Bahia seja menos profunda do que por cor ou ra\u00e7a.<br><br>Em 2020, as mulheres que trabalhavam na Bahia recebiam, em m\u00e9dia, R$ 1.591, ou 21,5% menos que os homens, cujo rendimento m\u00e9dio era R$ 2.027. Essa diferen\u00e7a era de -19,2% em 2019. Isso porque, de um ano para o outro, o rendimento m\u00e9dio masculino aumentou mais que o feminino: +15,2% e +12,0%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Cleriston Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2019 e 2020, a popula\u00e7\u00e3o com \u201csal\u00e1rio\u201d no estado passou de 5,7 milh\u00f5es para 5,0 milh\u00f5es, numa queda de 13,8% em um ano. Sob os impactos da pandemia, 791 mil pessoas deixaram de ter rendimento de trabalho na Bahia. 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