{"id":43556,"date":"2022-07-06T15:28:21","date_gmt":"2022-07-06T18:28:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=43556"},"modified":"2022-07-06T15:47:19","modified_gmt":"2022-07-06T18:47:19","slug":"depois-de-gritar-globo-lixo-bolsonaro-turbina-propaganda-na-emissora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2022\/07\/06\/depois-de-gritar-globo-lixo-bolsonaro-turbina-propaganda-na-emissora\/","title":{"rendered":"Depois de gritar &#8220;Globo Lixo&#8221;, Bolsonaro turbina propaganda na emissora"},"content":{"rendered":"\n<p>Conhecido pelos ataques recorrentes \u00e0 Globo, maior rede de TV do pa\u00eds, o governo Jair Bolsonaro (PL) aumentou em 75% o gasto com publicidade na emissora de janeiro a junho deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2021. O presidente \u00e9 pr\u00e9-candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o e tem utilizado o espa\u00e7o institucional na m\u00eddia para divulgar obras e programas realizados nos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>De 1\u00ba de janeiro a 21 de junho do ano passado, a Globo recebeu R$ 6,5 milh\u00f5es em valores l\u00edquidos pagos por materiais publicit\u00e1rios de televis\u00e3o veiculados em \u00e2mbito nacional e regional. J\u00e1 em 2022, no mesmo per\u00edodo, observa-se aumento de 75% (R$ 11,4 milh\u00f5es). Os dados s\u00e3o da Secom (Secretaria Especial de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Presid\u00eancia), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelas contrata\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de publicidade e propaganda do governo.<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34795\" width=\"310\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB.jpg 1000w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-768x614.jpg 768w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-183x146.jpg 183w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-50x40.jpg 50w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/ELAB-94x75.jpg 94w\" sizes=\"(max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O levantamento feito pelo site UOL mostra ainda uma mudan\u00e7a no perfil de investimento feito pela pasta. Na TV, o Pal\u00e1cio do Planalto deu prioridade \u00e0s campanhas institucionais, isto \u00e9, que mostram os feitos da gest\u00e3o e ajudam a inflar a popularidade do presidente.<br><br>Em 2021, a Secom havia comprado espa\u00e7o na Globo para 46 inser\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias categorizadas como \u201cutilidade p\u00fablica\u201d e apenas dez para materiais institucionais. J\u00e1 de 1\u00ba de janeiro a 21 de junho deste ano, s\u00e3o 72 campanhas institucionais na maior emissora do pa\u00eds e apenas duas, \u201cutilidade p\u00fablica\u201d.<br><br>O valor investido em publicidade na Globo (R$ 11,4 milh\u00f5es) em 2022 representa 41% do montante total destinado \u00e0 compra de espa\u00e7o publicit\u00e1rio na emissora (R$ 27,5 milh\u00f5es) em quatro anos de mandato \u2014 considerando o mesmo per\u00edodo para cada ano do governo Bolsonaro, 1\u00ba de janeiro a 21 de junho.<br><br><strong>Globo passa \u00e0 frente de Record e SBT &#8211;&nbsp;<\/strong>O ano em que o presidente tentar\u00e1 a reelei\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m o \u00fanico no qual a Globo, que antes de Bolsonaro era a m\u00eddia preferencial da gest\u00e3o federal, recebeu mais dinheiro do que a Record e o SBT, emissoras que contam com a simpatia do atual governo.<br><br>Somados, os cinco maiores canais da TV aberta (Globo, SBT, Rede TV, Record e Band) receberam em 2022 montante de pouco mais de R$ 33 milh\u00f5es \u2014maior valor desde 2019, ano em que Bolsonaro assumiu o comando do Executivo federal e que foi marcado por uma campanha em massa de divulga\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. Naquele ano, o quinteto de emissoras faturou R$ 30,4 milh\u00f5es em valores l\u00edquidos.<br><br>O espa\u00e7o na TV \u00e9 comprado por meio de uma das tr\u00eas ag\u00eancias que possuem contrato com o governo e atendem \u00e0s demandas da Secom. As despesas s\u00e3o categorizadas como <strong><em>\u201cvalores l\u00edquidos pagos \u00e0 contratada\u201d<\/em><\/strong> (ag\u00eancias) e <strong><em>\u201cvalores l\u00edquidos pagos ao fornecedor\u201d<\/em><\/strong> (ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o) \u2014 o levantamento considera o segundo crit\u00e9rio.<br><br><strong>Prioridade para o &#8216;institucional&#8217; &#8211;<\/strong>&nbsp;O governo optou por uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de materiais considerados como \u201cutilidade p\u00fablica\u201d no per\u00edodo analisado. Em 2022, somadas as cinco empresas, a Secom comprou espa\u00e7o para somente 26 campanhas \u2014 253 a menos do que o ano passado, 54 a menos do que 2020 e 76 a menos do que 2019.<br><br>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pe\u00e7as institucionais, 2022 \u00e9 o segundo ano com mais inser\u00e7\u00f5es compradas na TV aberta (196) no per\u00edodo entre janeiro e 21 de janeiro. Fica atr\u00e1s apenas de 2020, quando o governo buscou defender sua imagem frente aos problemas decorrentes da pandemia da Covid-19 e exibiu 347 campanhas nas cinco emissoras.<br><br>Na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, o volume de materiais institucionais pulou de 10 para 72 apenas na Rede Globo. J\u00e1 na Record, subiu de 6 para 53. Em quatro anos, no mesmo recorte temporal, a emissora que mais veiculou propagandas para o Executivo federal \u2014tanto institucionais como de utilidade p\u00fablica\u2014 foi o SBT, com 316. Record teve 288; Band, 257; Globo, 244; e Rede TV, 130.<br><br><strong>Recria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es &#8211;&nbsp;<\/strong>Bolsonaro faz ataques contundentes \u00e0 Globo desde a campanha eleitoral de 2018 e trata a emissora como \u201cinimiga\u201d. At\u00e9 hoje, nas agendas oficiais do governante e em outros compromissos, \u00e9 comum observar acusa\u00e7\u00f5es infundadas, ofensas a profissionais da empresa (sobretudo jornalistas) e gritos de \u201cGlobo lixo\u201d por parte dos apoiadores do presidente.<br><br>Nos dois primeiros anos da gest\u00e3o federal, sob comando do bolsonarista Fabio Wajngarten, a Secom contrariou crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e concentrou investimentos em publicidade nas emissoras concorrentes da Globo, em especial Record e SBT.<br><br>Em 2020, em entrevista \u00e0 imprensa, Wajngarten atribuiu o corte de investimento na Globo ao fato de a empresa, l\u00edder de audi\u00eancia, supostamente n\u00e3o realizar merchandising (a\u00e7\u00e3o de marketing) para governos, o que a diferenciaria das concorrentes. Reportagem da Folha publicada \u00e0 \u00e9poca, no entanto, mostrou que os dados da pr\u00f3pria secretaria contestavam a informa\u00e7\u00e3o.<br><br>O panorama em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Globo come\u00e7ou a mudar a partir da recria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, em junho daquele ano, per\u00edodo em que Wajngarten perdeu poder e ficou subordinado ao comando do novo ministro, F\u00e1bio Faria \u2014 posteriormente, o ex-secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o acabou sendo demitido.<br><br>Sob Faria, apesar da ret\u00f3rica anti-Globo, a Secom foi orientada pelo TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) a reordenar despesas com publicidade e priorizar crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, como n\u00fameros de audi\u00eancia. Em 2020, o \u00f3rg\u00e3o de controle investigou os gastos da pasta e concluiu que havia \u201ccar\u00eancia de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos objetivos para a distribui\u00e7\u00e3o de verbas publicit\u00e1rios\u201d. Os dados do relat\u00f3rio foram expostos em uma transmiss\u00e3o ao vivo do tribunal.<br><br>Posteriormente, a Secom elevou o fluxo de inser\u00e7\u00f5es na emissora da fam\u00edlia Marinho. No fim de 2021, a distribui\u00e7\u00e3o ficou mais equilibrada, embora Record e SBT ainda levem vantagem no quadro geral (desde 2019).<br><br>Ao site UOL, Wajngarten contestou a informa\u00e7\u00e3o de que a Secom teria sido obrigada pelo TCU a rever crit\u00e9rios para compra de m\u00eddia e alegou que a distribui\u00e7\u00e3o de investimentos em publicidade com base no \u201cshare\u201d (participa\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia de cada emissora) \u201cn\u00e3o procede e seria um grande erro t\u00e9cnico\u201d \u2014pois elevaria, segundo ele, o gasto p\u00fablico.<br><br>O ex-chefe da Secom afirma que h\u00e1 uma instru\u00e7\u00e3o normativa editada em 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), estabelece que <strong><em>\u201ca compra de m\u00eddia deve estar fundamentada nos pilares de economicidade, efetividade e racionalidade\u201d<\/em><\/strong>.<br><br><strong><em>\u201cOu seja, performance, foco na adequa\u00e7\u00e3o de cada produto aos respectivos objetivos de comunica\u00e7\u00e3o. O share sendo o \u00fanico balizador na distribui\u00e7\u00e3o de recursos causaria um enorme preju\u00edzo no esfor\u00e7o de m\u00eddia e seu resultado\u201d<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Cleriston Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecido pelos ataques recorrentes \u00e0 Globo, maior rede de TV do pa\u00eds, o governo Jair Bolsonaro (PL) aumentou em 75% o gasto com publicidade na emissora de janeiro a junho deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2021. 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