{"id":49444,"date":"2023-06-12T21:40:40","date_gmt":"2023-06-13T00:40:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=49444"},"modified":"2023-06-12T21:40:41","modified_gmt":"2023-06-13T00:40:41","slug":"sem-laboratorio-na-escola-alunas-de-adustina-ba-criam-plastico-biodegradavel-na-cozinha-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2023\/06\/12\/sem-laboratorio-na-escola-alunas-de-adustina-ba-criam-plastico-biodegradavel-na-cozinha-de-casa\/","title":{"rendered":"Sem laborat\u00f3rio na escola, alunas de Adustina-BA criam pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel na cozinha de casa"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cEra apenas uma panela, uma colher e um sonho\u201d, brinca uma das alunas do Col\u00e9gio Estadual Castro Alves. Elas precisam de laborat\u00f3rio para ampliar pesquisa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Sem laborat\u00f3rio, vidrarias e demais equipamentos necess\u00e1rios numa pesquisa cient\u00edfica, tr\u00eas alunas do Col\u00e9gio Estadual Castro Alves, em Adustina, nordeste baiano, criaram um pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel a partir do feij\u00e3o na cozinha de casa. <strong><em>\u201cEra apenas uma panela, uma colher e um sonho\u201d<\/em><\/strong>, brinca Rayka Nobre Santana, 17, estudante do terceiro ano. Foi na cozinha da casa dela que a maioria dos experimentos aconteceram junto com as colegas Hewellynn Maytssa, 16, e Gezanna Viana, 17.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo era apresentar um projeto para a feira de ci\u00eancias do col\u00e9gio, mas elas foram al\u00e9m. <strong><em>\u201cA gente se bateu muito para conseguir fazer isso. J\u00e1 existiam outros pl\u00e1sticos biodegrad\u00e1veis, mas a depender do material usado, muda a quantidade. E n\u00f3s demoramos dois meses para achar a quantidade certa\u201d<\/em><\/strong>, lembrou Hewellynn. O motivo da persist\u00eancia foi a originalidade do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cPossa at\u00e9 ser que exista, mas o pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel feito a partir da folha de feij\u00e3o, a gente n\u00e3o conseguiu achar em lugar nenhum. Achamos a partir de maracuj\u00e1, banana, pode existir de outras leguminosas&#8230; mas feij\u00e3o foi algo que partimos do zero mesmo\u201d,<\/em><\/strong> conta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Real-Calcados-Sao-Joao-2023.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49244\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O feij\u00e3o foi escolhido n\u00e3o por acaso. Adustina, localizada a 364 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de Salvador, \u00e9 conhecida por ser refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do alimento. <strong><em>\u201cNossas fam\u00edlias t\u00eam planta\u00e7\u00f5es. A cidade \u00e9 bem rural, a gente produz alimentos e nossos pais s\u00e3o agricultores. Foi f\u00e1cil trabalhar com o feij\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, diz Hewellynn.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a ideia do projeto tenha partido do trio, a feira de ci\u00eancias da escola foi uma ideia da professora de biologia Tatiane Silva, que orientou as meninas. <strong><em>\u201cN\u00e3o s\u00f3 eu, mas tamb\u00e9m os outros professores das demais \u00e1reas, como o de f\u00edsica e a de portugu\u00eas, que ajudou na parte textual, pois elas tamb\u00e9m precisaram entregar um relat\u00f3rio cient\u00edfico. Mas o trabalho delas eu acompanhei de perto, pois desde o princ\u00edpio era uma ideia muito boa\u201d<\/em><\/strong>, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que estimulou a ideia inovadora foi o tema escolhido da feira de ci\u00eancias. Os grupos de alunos tiveram que tratar de projetos relacionados a quest\u00f5es ambientais. \u201cEscolhemos esse assunto devido a toda problem\u00e1tica atual e por essa ser uma quest\u00e3o tamb\u00e9m muito recorrente na prova do Enem. Elas tiveram a ideia de fazer o pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel diante do problema que \u00e9 a demora para o pl\u00e1stico se decompor na natureza\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem laborat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o pl\u00e1stico leva mais de 400 anos para se decompor. J\u00e1 os pl\u00e1sticos biodegrad\u00e1veis levam alguns meses ou anos, a depender do material. No caso do produto das alunas de Adustina, somente mais pesquisas poder\u00e3o informar quanto tempo o pl\u00e1stico delas vai levar para se decompor. Mas para isso ser feito, elas relatam precisar de mais estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cA gente fez em pequena escala, sem laborat\u00f3rio, na cozinha, mas acreditamos ser poss\u00edvel desenvolver embalagens ou sacolas atrav\u00e9s desse pl\u00e1stico. Mas, para isso, precisamos de um laborat\u00f3rio onde poderemos fazer mais pesquisas&#8221;<\/em><\/strong>, conta Rayka Nobre Santana.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as alunas, foram dois tipos de pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel feitos: o transparente, ideal para sacolas ou pl\u00e1stico filme, e o feito com folhas de feij\u00e3o, ideal para embalagens ou materiais mais resistentes. Para a professora Tatiane Silva, uma estrutura adequada iria reduzir o tempo que as alunas levaram para chegar no resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a meta do grupo \u00e9 aprimorar a pesquisa, apesar da falta de estrutura, e submeter o trabalho a outras feiras de ci\u00eancia a n\u00edvel estadual e at\u00e9 nacional, como a Feira de Ci\u00eancias, Empreendedorismo e Inova\u00e7\u00e3o da Bahia (Feciba). <strong><em>\u201cA gente tem muito incentivo para estudar. Apesar de n\u00e3o ter estrutura, temos professores muito bons. Foram eles que nos apresentaram o m\u00e9todo cient\u00edfico e sabemos que podemos contar com eles para ir al\u00e9m\u201d,<\/em><\/strong> disse Hewellynn.<\/p>\n\n\n\n<p>O CORREIO procurou a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o da Bahia, que disse, em nota, que vai ser constru\u00eddo um laborat\u00f3rio no col\u00e9gio. Confira a nota completa:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>&#8220;A dire\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Estadual Castro Alves, em Adustina, informa que n\u00e3o houve orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para que as estudantes desenvolvessem qualquer experi\u00eancia do projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em casa.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Ressalta que as pesquisas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desenvolvidas nas escolas acontecem no \u00e2mbito do programa Ci\u00eancia na Escola, da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado (SEC), com expressa orienta\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o dos professores, seguindo crit\u00e9rios como o de seguran\u00e7a dos envolvidos.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A unidade escolar j\u00e1 est\u00e1 passando por um processo de amplia\u00e7\u00e3o com moderniza\u00e7\u00e3o, que envolve investimentos do Governo do Estado, da ordem de R$ 5,2 milh\u00f5es. A obra contempla a implanta\u00e7\u00e3o de 10 salas, laborat\u00f3rios de Ci\u00eancias da Natureza, Matem\u00e1tica e Inform\u00e1tica, biblioteca, refeit\u00f3rio, audit\u00f3rio, vesti\u00e1rio e campo de futebol society com pista de atletismo. A amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o fazem parte da requalifica\u00e7\u00e3o promovida pelo governo do Estado na rede f\u00edsica escolar, que envolvem, ao todo, mais de R$ 5 bilh\u00f5es de investimentos.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Rodrygo Ferraz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es: Correio<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEra apenas uma panela, uma colher e um sonho\u201d, brinca uma das alunas do Col\u00e9gio Estadual Castro Alves. 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