{"id":63080,"date":"2024-10-21T20:09:24","date_gmt":"2024-10-21T23:09:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=63080"},"modified":"2024-10-22T00:32:16","modified_gmt":"2024-10-22T03:32:16","slug":"chiquinho-brazao-depoe-chora-e-diz-que-fizeram-maldade-com-marielle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2024\/10\/21\/chiquinho-brazao-depoe-chora-e-diz-que-fizeram-maldade-com-marielle\/","title":{"rendered":"Chiquinho Braz\u00e3o dep\u00f5e, chora e diz que fizeram &#8216;maldade&#8217; com Marielle"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Em audi\u00eancia no STF, Chiquinho Braz\u00e3o, um dos apontados como mandante do crime, se emocionou ao falar da fam\u00edlia. Deputado federal \u00e9 o primeiro dos r\u00e9us a prestar depoimento no processo que ouvir\u00e1 outros 4 r\u00e9us.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Em depoimento ao STF, Braz\u00e3o chora ao falar de Marielle<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado federal Chiquinho Braz\u00e3o, preso acusado de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, em mar\u00e7o de 2018, se emocionou duas vezes no depoimento que presta, na tarde desta segunda-feira (21), por videoconfer\u00eancia, no\u00a0Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Com 10 minutos de depoimento, ao falar sobre seus irm\u00e3os e de sua hist\u00f3ria de vida, o deputado Chiquinho Braz\u00e3o se emocionou. Vinte minutos depois chorou novamente ao falar dos passeios de domingo com os netos.<\/p>\n\n\n\n<p>No minuto seguinte, o deputado federal falou que Marielle era uma pessoa muito am\u00e1vel:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fizeram uma maldade muito grande com ela. Marielle sempre foi minha amiga. Era uma vereadora muito am\u00e1vel e com quem a gente tinha uma boa rela\u00e7\u00e3o. Ela (Marielle) sempre foi muito respeitosa e carinhosa&#8221;, disse Chiquinho Braz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Deputado federal Chiquinho Braz\u00e3o chora em depoimento ao STF nesta segunda-feira (21).<\/p>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o de Chiquinho \u00e9\u00a0a primeira das cinco que ser\u00e3o feitas nesta semana\u00a0com os r\u00e9us do caso Marielle Franco e Anderson Gomes. A audi\u00eancia prevista para come\u00e7ar \u00e0s 13h come\u00e7ou com 48 minutos de atraso.<\/p>\n\n\n\n<p>Chiquinho garantiu ao desembargador Airton Vieira, que conduz a audi\u00eancia, que n\u00e3o conhece Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle, e que se encontrou apenas quatro vezes com Edmilson Oliveira da Silva, o Macal\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal e a den\u00fancia da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, Macal\u00e9 foi o respons\u00e1vel por levar a &#8220;encomenda&#8221; pelo assassinato de Marielle a Lessa.\u00a0Macal\u00e9 foi assassinado em novembro de 2021, em Bangu.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado pelo promotor Olavo Pezzotti, auxiliar da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, o deputado federal respondeu sobre grilagem e projetos na C\u00e2mara dos Vereadores sobre regulariza\u00e7\u00e3o de terrenos. N\u00e3o houve perguntas diretas do promotor sobre o planejamento da morte de Marielle.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (22), Chiquinho Braz\u00e3o volta a depor a partir das 13h. Dessa vez, responder\u00e1 a perguntas das assistentes de acusa\u00e7\u00e3o que representam as fam\u00edlias de Marielle e do motorista Anderson Gomes, al\u00e9m dos advogados dos outros quatro r\u00e9us do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os depoimentos est\u00e3o previsto para durar at\u00e9 a sexta-feira (25). Todas as audi\u00eancias ser\u00e3o por videoconfer\u00eancia, j\u00e1 que os r\u00e9us est\u00e3o em pres\u00eddios de seguran\u00e7a m\u00e1xima.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura do depoimento foi informada pelo desembargador Airton Vieira, que conduz a audi\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u, no caso Chiquinho Braz\u00e3o, tem tempo livre para falar sobre o caso. Depois, o deputado federal responder\u00e1 a perguntas da acusa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 do pr\u00f3prio desembargador. A seguir, responde a perguntas das defesas dos outros r\u00e9us e a quest\u00f5es de seu advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Airton Vieira conclui fazendo perguntas caso entenda necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tem como relator Alexandre de Moraes, e os r\u00e9us tamb\u00e9m ser\u00e3o julgados em um j\u00fari no Tribunal de Justi\u00e7a do Rio. Veja a ordem dos interrogat\u00f3rios:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\">\n<li>Segunda, dia 21\/10 &#8211; Chiquinho Braz\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Ter\u00e7a, 22\/10 &#8211; Domingos Braz\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Quarta, 23\/10 &#8211; Robson Peixe<\/li>\n\n\n\n<li>Quinta, 24\/10 &#8211; delegado Rivaldo Barbosa<\/li>\n\n\n\n<li>Sexta, 25\/10 &#8211; Major Ronald<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Os r\u00e9us j\u00e1 tinham prestado depoimento ap\u00f3s as pris\u00f5es e apresentado defesa ap\u00f3s as den\u00fancias. Essa fase de interrogat\u00f3rio faz parte da instru\u00e7\u00e3o penal. Depois dessa semana, tanto as defesas quanto a acusa\u00e7\u00e3o v\u00e3o ter cinco dias para avaliar se v\u00e3o pedir novas dilig\u00eancias. Caso n\u00e3o pe\u00e7am, o processo entra na fase de alega\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que dizem depoimentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\u00a0g1\u00a0fez um resumo dos primeiros 15 dias de audi\u00eancia do processo que apura a responsabilidade de supostos mandantes nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Foram cerca de\u00a0<strong>75 horas de depoimentos de 10 testemunhas<\/strong>. Todas arroladas pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR).<\/p>\n\n\n\n<p>Em tr\u00eas semanas, houve depoimentos que refor\u00e7aram a investiga\u00e7\u00e3o, enquanto outros mantiveram d\u00favidas que n\u00e3o foram levadas em conta pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, na homologa\u00e7\u00e3o das dela\u00e7\u00f5es premiadas de Ronnie Lessa e \u00c9lcio de Queiroz e ao aceitar a den\u00fancia da PGR.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o&nbsp;<strong>cinco os r\u00e9us&nbsp;<\/strong>do processo no Supremo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Domingos Braz\u00e3o&nbsp;<\/strong>&#8211; Conselheiro do TCE do RJ \u00e9 apontado como mandante da morte de Marielle.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Chiquinho Braz\u00e3o<\/strong>&nbsp;&#8211; Deputado federal tamb\u00e9m responde como mandante junto com o irm\u00e3o, Domingos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rivaldo Barbosa<\/strong>&nbsp;&#8211; Delegado da Pol\u00edcia Civil do RJ \u00e9 acusado de saber do crime antes de sua realiza\u00e7\u00e3o, em 14 de mar\u00e7o de 2018, quando ocupava a dire\u00e7\u00e3o da Divis\u00e3o de Homic\u00eddios.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ronald Paulo Pereira&nbsp;<\/strong>&#8211; Major da PM est\u00e1 preso por outro processo por envolvimento com a mil\u00edcia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, onde teria praticado homic\u00eddios e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver. No caso Marielle, o major Ronald \u00e9 acusado de participar do homic\u00eddio ao monitorar os passos da vereadora.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Robson Calixto Fonseca<\/strong>, o Peixe &#8211; Policial militar. \u00c9 acusado de integrar a organiza\u00e7\u00e3o criminosa que seria chefiada, de acordo com a den\u00fancia da PGR, pelos irm\u00e3os Braz\u00e3o. Segundo a den\u00fancia, Peixe teria ajudado a desaparecer com a MP5, submetralhadora usada para matar Marielle.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>&#8216;Marielle foi meu escudo&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os depoimentos no STF tiveram in\u00edcio no dia 12 de agosto com o relato de&nbsp;<strong>Fernanda Chaves<\/strong>, assessora de Marielle e que estava no carro no momento do crime. Segundo ela,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/12\/nao-fui-atingida-porque-marielle-foi-meu-escudo-diz-assessora-em-audiencia-com-testemunhas.ghtml\">a vereadora serviu de escudo<\/a>&nbsp;para que n\u00e3o fosse atingida pelos disparos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o fui atingida porque Marielle foi meu escudo. Simplesmente, essa \u00e9 uma leitura que eu fa\u00e7o. Eu estava muito pr\u00f3xima da Marielle, a gente estava olhando um celular da outra. A Marielle \u00e9 uma mulher grande, alta, larga, grande. E no primeiro momento, eu me enrolei, me enrolei em um caracol e me afundei entre meu banco e o banco do Anderson&#8221;, relatou a assessora.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda foi a primeira a falar que havia uma rusga entre Marielle e Chiquinho Braz\u00e3o e que a defesa da moradia sempre foi uma pauta da vereadora. O relato foi refor\u00e7ado pelo delegado federal Guilhermo Catramby e pelos agentes federal Marcelo Pasqualetti e Felipe Alves que vieram nos dias seguintes. Cada um dos federais respondeu a perguntas por tr\u00eas dias cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda Chaves fala sobre pris\u00f5es no Caso Marielle<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Questionamentos ao processo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As&nbsp;<strong>defesas comemoraram<\/strong>&nbsp;quando \u00c9lcio de Queiroz entrou em contradi\u00e7\u00e3o com relatos feitos por Ronnie Lessa entre a ter\u00e7a (27) e a quinta (29).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o relato de Lessa de que compartimentava as informa\u00e7\u00f5es que chegavam a \u00c9lcio, o depoimento do motorista do Cobalt prata, em que os assassinos confessos estavam na noite do crime, foi visto pelos defensores como&nbsp;mais um ponto para tentar derrubar duas dela\u00e7\u00f5es premiadas homologadas pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em cinco horas,\u00a0\u00c9lcio contou que a submetralhadora MP5 era de Lessa o que contradizia o depoimento prestado pelo comparsa\u00a0dias antes. Lessa diz que recebeu de Macal\u00e9 e depois descartou com milicianos de Rio das Pedras, enquanto \u00c9lcio contou que pertencia ao amigo de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9lcio de Queiroz em depoimento no STF sobre o caso Marielle<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o relato de Lessa de que ele foi contratado para o crime, enquanto \u00c9lcio disse que ouviu ser &#8220;pessoal&#8221;, o que logo completou: &#8220;Faz sentido se houver uma afronta. Nunca ouvi o nome da senhora Marielle&#8221;, contou \u00c9lcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m conta ainda que recebeu uma foto com v\u00e1rias mulheres, al\u00e9m de Marielle, enquanto Lessa diz que a imagem era apenas da vereadora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o participava dessa rede de crimes do Ronnie Lessa&#8221;, disse \u00c9lcio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Corrup\u00e7\u00e3o policial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os depoimentos levaram para o STF um tema distante da Corte: a corrup\u00e7\u00e3o na Pol\u00edcia Civil do Rio. Mais especificamente, na Delegacia de Homic\u00eddios, na ocasi\u00e3o em que o delegado Rivaldo Barbosa comandava a unidade ou depois como Chefe de Pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando assumimos o caso Marielle chamou a aten\u00e7\u00e3o uma s\u00e9rie de perguntas que n\u00e3o haviam sido respondidas passada meia d\u00e9cada do crime. Voc\u00ea vai ver e havia uma taxa irris\u00f3ria de elucida\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios durante essa administra\u00e7\u00e3o&#8221;, analisa o delegado federal Guilhermo Catramby.<\/p>\n\n\n\n<p>Delegado Brenno Carnevale, secret\u00e1rio de Ordem P\u00fablica do Rio \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Havia um balc\u00e3o de neg\u00f3cios na DH. A morte de Marielle \u00e9 uma in\u00e9rcia desse balc\u00e3o de neg\u00f3cios&#8221;, relata em seu primeiro dia de depoimento o agente Marcelo Pasqualetti.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio, a PF lista que crimes do chamado Escrit\u00f3rio do Crime n\u00e3o foram solucionados pela DH sob Rivaldo Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ronnie Lessa n\u00e3o integrava o grupo de matadores, mas a ideia de trazer o tema ao tribunal, segundo apurou o g1, foi mostrar a suposta leni\u00eancia dos gestores da pol\u00edcia na \u00e9poca com assassinatos praticados entre milicianos, contraventores ou organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n\n\n\n<p>As apura\u00e7\u00f5es sobre os assassinatos do ex-policial Geraldo Pereira e do policial Andr\u00e9 Serralho, ocorridos em maio e agosto de 2016, por exemplo, citadas pelo secret\u00e1rio de Ordem P\u00fablica da Prefeitura do Rio, o delegado Brenno Carnevale, por exemplo, desapareceram.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Recebi os dois inqu\u00e9ritos (Pereira e Serralho) com sete folhas cada um. Fiz despachos saneadores, pedindo dilig\u00eancias e a\u00ed, os inqu\u00e9ritos somem. Perguntava no cart\u00f3rio e diziam que estava com o pessoal da investiga\u00e7\u00e3o. Perguntava ao pessoal da investiga\u00e7\u00e3o e diziam que estava no cart\u00f3rio. Ficava um desencontro de informa\u00e7\u00f5es e nunca mais vi os documentos&#8221;, explicou Carnevale.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens exclusivas mostram como funcionava o &#8216;escrit\u00f3rio do crime&#8217; no Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Testemunhas mortas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Parte dos personagens citados na audi\u00eancia por algumas testemunhas morreram ao longo dos anos. O principal deles \u00e9 Edm\u00edlson Oliveira da Silva, o Macal\u00e9. \u00c9 a ele que Ronnie Lessa atribui em sua dela\u00e7\u00e3o ter trazido o &#8220;servi\u00e7o&#8221; de matar Marielle Franco.<\/p>\n\n\n\n<p>Macal\u00e9 foi assassinado em 2021.\u00a0At\u00e9 hoje, a sua morte n\u00e3o foi solucionada. Para tentar corroborar esse relato de Lessa, a Pol\u00edcia Federal demonstrou v\u00ednculos de Macal\u00e9 com os irm\u00e3os Braz\u00e3o. Eles foram citados como bra\u00e7os pol\u00edticos na regi\u00e3o de Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, onde Macal\u00e9 atuava.<\/p>\n\n\n\n<p>Macal\u00e9, sargento da PM que teria feito elo de Ronnie Lessa com mandante da morte de Marielle foi executado em 2021;<\/p>\n\n\n\n<p>A PF tamb\u00e9m demonstrou que Macal\u00e9, Lessa e Chiquinho j\u00e1 se conhecem desde o ano 2000, na casa de Jorge Santhiago Jos\u00e9 Geraldo, ex-servidor da Alerj. Santhiago teve um infarto e morreu em 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros citados, j\u00e1 mortos, s\u00e3o o capit\u00e3o Adriano da N\u00f3brega e tenente Jo\u00e3o Andr\u00e9, chefes\u00a0do Escrit\u00f3rio do Crime. Adriano e Lessa se desentenderam por Lessa se negar a pedido de Jo\u00e3o de lavar R$ 30 mil mensais em sua academia para o capit\u00e3o. Por este motivo, Ronnie Lessa deixou a favela de Rio das Pedras, na Zona Oeste.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Dizer n\u00e3o a eles (Adriano e Jo\u00e3o) era o mesmo que xingar a m\u00e3e dele. Ali ficou um arranh\u00e3o. E o problema com Adriano \u00e9 a morte&#8221;, disse Lessa. O tenente Jo\u00e3o foi assassinado em mar\u00e7o de 2016, enquanto\u00a0o capit\u00e3o Adriano foi morto em 2020, na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriano da N\u00f3brega foi morto com tiros de fuzil e espingarda ao resistir \u00e0 pris\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crime no Rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso Marielle levou ainda para a Corte superior um outro assunto que faz parte do dia a dia carioca, mas parecia distante do poder em Bras\u00edlia: a constitui\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias, dos grupos de exterm\u00ednio e da narcomil\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema veio \u00e0 tona com o depoimento de Orlando Oliveira de Ara\u00fajo, o Orlando Curicica. O miliciano da Zona Oeste do Rio, preso na Penitenci\u00e1ria Federal de Campo Grande, contou como foi o in\u00edcio do Escrit\u00f3rio do Crime:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Pereira tinha rela\u00e7\u00e3o com o jogo do bicho e ele me contava que o Escrit\u00f3rio do Crime era um grupo de exterm\u00ednio que surgiu com o apoio dos bicheiros. At\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, cada bicheiro tinha o seu matador, mas isso facilitava na descoberta do mandante dos crimes. Ent\u00e3o, os bicheiros terceirizaram os homic\u00eddios. Ao mesmo tempo, a Delegacia de Homic\u00eddios n\u00e3o investigava os crimes&#8221;, contou Orlando.<\/p>\n\n\n\n<p>Ronnie Lessa em depoimento nesta ter\u00e7a-feira (27) no STF .<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, teve in\u00edcio uma cita\u00e7\u00e3o infind\u00e1vel de bicheiros como Rog\u00e9rio Andrade, Bernardo Bello (foragido) e Celso Curi (citado na investiga\u00e7\u00e3o contra o ex-prefeito Marcelo Crivella), a comunidade de Rio das Pedras, ber\u00e7o da mil\u00edcia no Rio, al\u00e9m do desmanche do Cobalt prata, no alto do Morro da Pedreira, outra comunidade na zona norte da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que conhe\u00e7o do Rio \u00e9 como turista. Agora estou conhecendo o Rio de outra forma. Quem \u00e9 hoje a pessoa do miliciano?&#8221;, questionou a Ronnie Lessa o desembargador Airton Vieira, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes e que conduz as audi\u00eancias no STF.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9, necessariamente, o policial. Pode ser um civil. Tem um tal de Lica (Helio Balbino Filho), que era lavador de carro, miliciano e se associou ao Comando Vermelho. Pelo que eu ouvi dizer explora g\u00e1s, kombi e ainda est\u00e1 vendendo coca\u00edna e maconha. Narcomil\u00edcia. Por isso que tem gente que diz por a\u00ed: &#8220;sou pol\u00edcia, mas n\u00e3o sou mil\u00edcia&#8221;, respondeu Lessa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: g1.globo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em audi\u00eancia no STF, Chiquinho Braz\u00e3o, um dos apontados como mandante do crime, se emocionou ao falar da fam\u00edlia. 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