{"id":6313,"date":"2018-04-12T15:56:00","date_gmt":"2018-04-12T18:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portalalerta.com.br\/?p=6313"},"modified":"2018-04-12T15:56:00","modified_gmt":"2018-04-12T18:56:00","slug":"bahia-tem-maior-aumento-da-desigualdade-salarial-no-pais-em-2017-segundo-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/index.php\/2018\/04\/12\/bahia-tem-maior-aumento-da-desigualdade-salarial-no-pais-em-2017-segundo-ibge\/","title":{"rendered":"Bahia tem maior aumento da desigualdade salarial no pa\u00eds em 2017, segundo IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Bahia foi o estado brasileiro em que mais cresceu a desigualdade nos rendimentos efetivamente recebidos por todos os trabalhos, entre 2016 e 2017. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a desigualdade foi puxada, sobretudo, pelo forte aumento verificado nos rendimentos dos que ganham mais.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento foi em sentido contr\u00e1rio ao do pa\u00eds como um todo, onde a dist\u00e2ncia entre os que ganham mais e os que ganham menos se manteve relativamente est\u00e1vel no per\u00edodo, com uma pequena redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sal\u00e1rio m\u00e9dio real, quando \u00e9 descontada a infla\u00e7\u00e3o, da metade dos trabalhadores que ganhavam menos na Bahia caiu de R$ 472 para R$ 444 (-5,9%), enquanto o rendimento m\u00e9dio de trabalho dos 10% de trabalhadores com maiores sal\u00e1rios aumentou 31,7%, passando de R$ 5.946 para R$ 7.833.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2814 alignleft\" src=\"http:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/banner9.png\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/banner9.png 270w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/banner9-227x146.png 227w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/banner9-50x32.png 50w, https:\/\/www.portalalerta.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/banner9-116x75.png 116w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/>Assim, a dist\u00e2ncia entre o 10% de trabalhadores com os maiores rendimentos e a metade dos trabalhadores com menores rendimentos teve o maior aumento do pa\u00eds: cresceu 40,0%, enquanto, na m\u00e9dia nacional, houve uma relativa estabilidade, marcada por uma pequena redu\u00e7\u00e3o de -0,50%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os trabalhadores com maiores rendimentos ganhavam, em m\u00e9dia, 18 vezes o sal\u00e1rio da metade dos trabalhadores que ganhavam menos. Essa diferen\u00e7a havia sido de 13 vezes em 2016. No pa\u00eds como um todo, a dist\u00e2ncia permaneceu em 12 vezes de um ano para o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a desigualdade salarial, a Bahia passou a liderar o ranking, segundo o \u00cdndice de Gini, que mede a desigualdade numa distribui\u00e7\u00e3o qualquer e vai de 0 a 1, sendo mais desigual quanto mais pr\u00f3ximo de 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, o estado teve o maior \u00cdndice de Gini (ou a maior desigualdade) do pa\u00eds para os rendimentos de trabalho efetivamente recebidos: 0,599, com um aumento frente a 2016 (quando havia sido de 0,537) e acima da m\u00e9dia nacional, que foi de 0,524 em 2017 e 0,525 em 2016 \u2013 ou seja, manteve-se est\u00e1vel com uma leve tend\u00eancia de queda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com aumento de 7,6% , o rendimento domiciliar per capita na Bahia n\u00e3o chega ao sal\u00e1rio m\u00ednimo em 2017, que passou de R$ 803 em 2016 para R$ 864.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rendimento de trabalho aumenta mais para homens, brancos e idosos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2016 e 2017, o aumento do rendimento efetivamente recebido por todos os trabalhos na Bahia foi maior para os homens (+17,2%) do que para as mulheres (+6,2%); para os brancos (+38,7%) do que para os pardos (+5,7%) e pretos (-1,6%); e para as pessoas de 60 anos ou mais de idade (idosos) que ainda trabalhavam (+46,9%) do que para as demais faixas et\u00e1rias tradicionalmente associadas ao mercado de trabalho, como pessoas entre 25 e 29 anos de idade (+21,2%), 30 a 39 anos (+9,2%) e 40 a 49 anos (+17,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa revelou que em 2017 houve uma acentuada desigualdades j\u00e1 existentes, sobretudo por sexo e cor ou ra\u00e7a. As mulheres baianas que trabalhavam recebiam em m\u00e9dia o equivalente a 85,0% do sal\u00e1rio dos homens, um ano depois passaram a receber 77,0%. Em 2016, o rendimento m\u00e9dio dos pardos era 73,1% o dos brancos e passou a 55,7% em 2017; j\u00e1 o dos negros equivalia a 69,0% dos brancos em 2016 e passou a representar, em m\u00e9dia, menos da metade (48,9%) em 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bolsa Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, 27,9% dos domic\u00edlios recebiam Bolsa Fam\u00edlia em 2017, o que representava pouco mais de 1 em cada 4 resid\u00eancias. Era o oitavo maior percentual entre os estados e praticamente o dobro da m\u00e9dia nacional: no Brasil, em 2017, 13,7% dos domic\u00edlios eram beneficiados pelo programa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 1,4 milh\u00e3o de domic\u00edlios beneficiados pelo Bolsa Fam\u00edlia em 2017 no estado tinham, em m\u00e9dia, mais moradores (4,6) do que aqueles n\u00e3o atendidos (3,3) e um rendimento domiciliar per capita de R$ 280, ou quase 1\/4 do rendimento daqueles n\u00e3o atendidos pelo programa (R$ 1.189).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a 2016, 28,8% das resid\u00eancias na Bahia recebiam Bolsa Fam\u00edlia, e o percentual de atendimento do programa caiu um pouco no estado (menos 37.904 domic\u00edlios). No pa\u00eds tamb\u00e9m houve uma pequena redu\u00e7\u00e3o no percentual de domic\u00edlios atendidos (era 14,3% em 2016), o que representou menos 326 mil domic\u00edlios beneficiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: Boc\u00e3o News<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia foi o estado brasileiro em que mais cresceu a desigualdade nos rendimentos efetivamente recebidos por todos os trabalhos, entre 2016 e 2017. 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