Hospital Municipal de Araci esclarece caso de gestante que morreu após complicação rara no parto

O diretor médico do Hospital Municipal de Araci, Dr. Tiago Fonseca, se pronunciou sobre o caso da gestante que morreu após sofrer uma inversão uterina, complicação obstétrica considerada rara e grave.

 O caso aconteceu na última terça-feira (12/05) e gerou grande comoção no município. Segundo o médico, a inversão uterina é uma condição extremamente rara e imprevisível, não estando relacionada à falta de cuidado ou falha da equipe médica.

“Pela própria literatura médica, para ocorrer uma inversão uterina é, em média, em torno de 30 mil partos para acontecer um caso. Ou seja, é uma condição rara e que, principalmente, não ocorre devido à falta de controle ou cuidado de uma equipe.

É algo imprevisível”, explicou. A paciente recebeu os primeiros atendimentos no Hospital Municipal de Araci e, diante da gravidade do quadro, foi transferida para o Hospital Regional de Ribeira do Pombal, onde acabou não resistindo às complicações.

O bebê sobreviveu. Durante o pronunciamento, Dr. Tiago Fonseca também pediu cautela diante de comentários e julgamentos feitos nas redes sociais. “Não caiam em falsas palavras propagadas por pessoas que não sabem a realidade de como funciona um serviço médico e, principalmente, o serviço de saúde do Hospital Municipal de Araci”, afirmou.

O diretor médico destacou ainda o empenho das equipes de saúde da unidade, ressaltando o trabalho conjunto entre médicos, enfermeiros, técnicos e profissionais administrativos. “Existe uma equipe totalmente empenhada e voltada para o cuidado do paciente. A humanização e o zelo são prioridades dentro da gestão do hospital”, declarou. Dr. Tiago também apresentou números relacionados aos atendimentos obstétricos realizados no município para reforçar a atuação da unidade hospitalar.

Segundo ele, entre maio do ano passado e maio deste ano, o Hospital Municipal de Araci realizou 1.415 atendimentos obstétricos e contabilizou 360 partos, média de praticamente um parto por dia.

O médico finalizou pedindo respeito à família da paciente, que vive um momento de luto, além de mais conscientização da população diante de situações delicadas como essa.

Fonte: A voz Do Campo

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