Lula lidera tempo de propaganda e verba do fundão na corrida ao Planalto

Coligações praticamente fechadas asseguram ao presidente vantagem na propaganda de rádio e TV e nos recursos públicos de campanha
Com as chapas para a disputa à Presidência praticamente definidas, os partidos já começam a preparar as estratégias para a propaganda no rádio e na televisão e para o uso do fundo eleitoral, que reúne quase R$ 5 bilhões neste ano. Se não houver mudanças até 15 de agosto, prazo limite para o registro das candidaturas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá vantagens nos dois pontos.
Os demais nove candidatos não terão direito à propaganda eleitoral. Os partidos deles não atingiram a chamada cláusula de barreira, ou seja, a eleição de pelo menos 11 deputados federais em nove estados ou 2% dos votos válidos para a Câmara.
Além do tempo na propaganda, as coligações fechadas asseguram mais ou menos dinheiro para as campanhas em todo o Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Congresso garantiram a distribuição de quase R$ 5 bilhões aos partidos neste ano.
Foram reservados cerca de R$ 1,2 bilhão para as legendas da chapa de Lula. Para as de Flávio Bolsonaro (PL), R$ 900 milhões; de Ronaldo Caiado (PSD), R$ 420 milhões; e de Augusto Cury (Avante), R$ 72 milhões. Os candidatos Romeu Zema (Novo) ficam com R$ 37 milhões e Renan Santos (Missão), com cerca de R$ 3 milhões.
Dia dos candidatos
O calendário aperta as definições. Lula sancionou nesta quinta-feira (6) projetos ligados à saúde e à segurança pública, temas prioritários na campanha, e fecha a agenda de viagens das próximas semanas.
Flávio participou de um podcast ao lado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e foi questionado sobre a escolha do vice. Após negativas de apoio de partidos do Centrão, o PL definiu uma chapa puro-sangue, com o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-relator da CPMI do INSS, que investigou o roubo de aposentadorias e pensões.
“É uma pessoa que também tem requisitos excepcionais”, afirmou Flávio ao justificar a escolha, destacando os 24 anos de Ministério Público do vice, que foi procurador-geral de Justiça de Alagoas por dois mandatos, secretário de Segurança e teve atuação de destaque na CPMI do INSS.
Ronaldo Caiado anunciou Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), como coordenador das propostas de diplomacia e comércio exterior de seu programa de governo. Em nota, o candidato afirmou que o objetivo é formular uma política externa voltada à ampliação das relações comerciais e ao fortalecimento da posição do Brasil no cenário internacional.
Romeu Zema concedeu entrevistas, e Renan Santos participou de gravações de campanha no Rio Grande do Norte.
Fonte: Band



