Após arquivamento de investigação, Policial quebra silêncio e fala sobre acusação de homicídio em Tucano-BA

Um crime ocorrido em dezembro de 2018, ainda permanece sem elucidação, no município de Tucano-BA. Na ocasião, Pedro Henrique Santos Cruz Sousa, teve a sua casa invadida por dois homens encapuzados, que o executaram a tiros.

Durante as investigações, a genitora de Pedro Henrique, chegou a acusar dois policiais militares da cidade, sendo Sidney Santana Costa e Bruno de Cerqueira Montino. Segundo Ana Maria dos Santos Cruz, a acusação teria sido feita através de um possível reconhecimento feito pela então companheira da vítima, que teria apontado Sidney como um dos executores.

Diante dos fatos, foram realizadas duas frentes de investigação, sempre colocando os dois policiais como principais suspeitos. Uma destas investigações foi realizada pela própria corporação, através de DOIS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES, e a outra na Justiça Comum. Em ambas as investigações houve arquivamento por falta de provas.

Em depoimentos obtidos com exclusividade pelo PORTAL ALERTA a genitora da vítima, teria afirmado em um dos processos, não ter presenciado o crime, tendo em vista que no momento do fato estaria em Salvador-BA, porém fez as acusações, com base em declarações de terceiros. Na época, o caso ganhou repercussão, e os nomes e imagens dos policiais ainda que na condição de investigados, foram amplamente divulgados.

Em dezembro de 2023, cerca de cinco anos após o crime, o PAD foi arquivado pela Polícia Militar da Bahia, inocentando os referidos policiais do crime em questão, alegando falta de provas. Em junho de 2026, quase oito anos após o crime, o Ministério Público também seguiu a mesma linha e arquivou a investigação. Para o Ministério Público, “os elementos coletados não foram suficientes para comprovar a autoria do homicídio e garantir, de forma juridicamente segura, a responsabilização criminal de qualquer investigado, mesmo após incluir diversas diligências, como oitivas, interrogatórios, perícias, análises de dados telefônicos, exames balísticos e levantamentos de inteligência”.

Passados dois meses do último arquivamento, o caso segue sem solução, e o crime em questão segue sem responsabilização dos verdadeiros culpados. Desta forma, o PORTAL ALERTA foi até o município de Tucano acompanhar de perto o caso.

PEDRO HENRIQUE

Pedro Henrique Santos Cruz Sousa, era considerado ativista, idealizador da “Caminhada da Paz”, que dentre as pautas, pedia a liberação do uso de Cannabis (maconha), para fins recreativos, e a extinção da Polícia Militar. Usuário de maconha, teria sido abordado diversas vezes pelas forças de segurança pública da cidade. Dois meses antes da sua morte, mais precisamente no dia 26 de outubro de 2026, Pedro Henrique chegou a ser preso por uma guarnição da CIPE Nordeste, quando teria sido flagrado no interior da sua residência com: 03 caixas de fósforo, contendo sementes de Cannabis Sativa (Maconha). Além disso, no terreno onde o rapaz foi encontrado, foram encontrados diversos pés da Cannabis. Recentemente o PORTAL ALERTA teve acesso a um documento em que aponta que o juiz plantonista à época, Dr. Josué Teles Bastos Junior, anulou a prisão em flagrante, alegando ilegalidade na ação policial que resultou na referida prisão. Já no dia 27 de dezembro, exatamente dois meses após obter a sua liberdade, Pedro Henrique foi executado a tiros, após ter a sua residência invadida por dois criminosos, que até o momento não foram identificados.

O que dizem os Citados?

Sidney Santana Costa

O policial militar Sidney Santana Costa, recebeu a nossa equipe, e resolveu quebrar o silêncio. Na ocasião, o mesmo afirmou à todo momento ser inocente, alegando está de serviço no dia, e ter atendido a ocorrência do homicídio em questão, o que impossibilitaria de o colocar na cena do crime. Para Sidney, o arquivamento dos processos trás um alívio para ele, que teve que carregar ao longo destes quase oito anos, a culpa sobre um homicídio que ele não cometeu. A entrevista completa com o policial militar já está disponível nas redes sociais do PORTAL ALERTA.

Ministério Público

O PORTAL ALERTA manteve contato com o Ministério Público de Tucano, porém até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Ao divulgar o arquivamento da investigação, o MPBA já havia divulgado uma nota em que justificava a decisão. A nota pode ser conferida na íntegra AQUI

Bruno Cerqueira Montino e Ana Maria dos Santos Cruz

Tanto o policial militar Bruno Cerqueira e Montino, e a genitora de Pedro Henrique, Ana Maria, não quiseram falar sobre o assunto com a nossa equipe de reportagem. Vale lembrar que o espaço segue aberto, para possíveis novos esclarecimentos. 

Redação: Portal Alerta

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