PF investiga uso de mansão no DF para encontros de Lulinha com empresária

Imóvel no Lago Sul teria recebido reuniões com empresários; defesa contesta autenticidade de mensagens

Uma mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger em um condomínio fechado no Lago Sul, em Brasília, tornou-se o foco central de apurações da Polícia Federal sobre o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Investigadores apuram a suspeita de que ambos atuavam em conjunto para intermediar e facilitar o acesso de empresários à administração pública federal.

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Segundo relatos prestados por funcionários do local, a empresária frequentava a casa semanalmente, de terça a sexta-feira, mas esteve no imóvel pela última vez na primeira semana de janeiro. Desde então, apenas prestadores de serviços de jardinagem, piscina e limpeza acessam o endereço.

Depoimentos reunidos em uma ação trabalhista apontam que o espaço servia de base para encontros entre Roberta Luchsinger e Fábio Luís. Em uma das gravações que integram o processo, uma ex-funcionária afirmou que a empresária pediu expressamente a preparação de acomodações para receber o filho do presidente: “Semana que vem o seu Fábio está indo. E aí vai com visita, vai ficar no quarto das kids. Aí você arruma as camas de criança para os adultos que vão ficar”.

Relatório aponta suposta representação

A Polícia Federal destacou em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal que a investigada agia com aparente autorização em nome de Lulinha. O documento cita trocas de mensagens por aplicativo em que Roberta declara textualmente: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fabio”.

A apuração sobre tráfico de influência inclui conexões comerciais com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob acusação de envolvimento no esquema de desvios contra aposentados.

Defesa contesta provas e nega reuniões

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva negou que a residência no Distrito Federal tenha sediado reuniões políticas ou de negócios e questionou a validade das provas anexadas ao processo:

“Nós não podemos, evidentemente, até o presente momento, atestar a autenticidade dessas supostas mensagens. Nós não sabemos nem sequer se elas existem. Nós não conhecemos a cadeia de custódia dessas provas, não sabemos se ela está íntegra, se ela está hígida. Portanto, qualquer manifestação me parece bastante irresponsável”.

A defesa de Roberta Luchsinger não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Band

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