Furto de material biológico na Unicamp envolveu ao menos 24 cepas de vírus, diz PF

Caso é investigado pela Polícia Federal e Anvisa; suspeitos respondem em liberdade

Ao menos 24 cepas de vírus foram transportadas sem autorização no caso de furto de material biológico na Universidade Estadual de Campinas, segundo reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (29). Entre as amostras estão zika, dengue, chikungunya, coronavírus e Epstein-Barr, além de outros 13 vírus que infectam animais. Os materiais estavam armazenados em um biofreezer com temperatura inferior a -80°C, em laboratório de biossegurança nível 3. As informações foram divulgadas pelo Fantástico.

De acordo com a Polícia Federal, o doutorando e médico veterinário Michael Miller é apontado como principal responsável pela retirada das amostras do Instituto de Biologia da Unicamp. Os vírus teriam sido levados para outro laboratório, na Faculdade de Engenharia de Alimentos, após serem dados como desaparecidos em 13 de fevereiro.

A pesquisadora Soledad Miller, esposa de Michael, foi presa em flagrante e liberada após um dia. Ela responde ao processo em liberdade, proibida de deixar o país. A investigação apura se os materiais foram utilizados em uma empresa de biotecnologia do casal, vinculada à incubadora InCamp da universidade.

Em nota, a Unicamp informou que a empresa tem acesso apenas a espaços compartilhados e negou a presença de material geneticamente modificado entre as amostras. Ainda assim, Soledad pode responder por transporte irregular de organismo geneticamente modificado, fraude processual e exposição a risco à saúde. O caso também é investigado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Fonte: Metro 1

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