Quem é o deputado Thiago Rangel, preso pela PF no RJ nesta terça-feira

Rangel foi preso em operação que investiga fraudes na Secretaria da Educação do RJ; parlamentar foi alvo de outra operação em 2024
Deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
Eleito deputado estadual do Rio de Janeiro em 2022, Thiago Rangel (Avante) foi preso pela PF (Polícia Federal), na manhã desta terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
A PF investiga se Rangel tem relação com uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Empresário no ramo varejista, Rangel já foi alvo de outra operação da PF. Em 2024, o parlamentar foi enquadrado na operação “Postos de Midas”, que apurou fraudes em licitações que usavam postos de combustíveis no Rio de Janeiro, prática de crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Thiago Rangel foi eleito em 2020 para seu primeiro mandato como vereador em Campos dos Goytacazes. Em 2022, foi eleito deputado estadual pelo Podemos com 31.175 votos.
Rangel também atuou como superintendente regional do IPEM-RJ (Institutos de Pesos e Medidas) e diretor de fiscalização no Detro-RJ (Departamento de Transporte Rodoviário), com atividades relacionadas à frota de transporte coletivo no estado do Rio de Janeiro.
Operação unha e carne
A “Operação Unha e Carne” é a mesma que prendeu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, em dezembro de 2025.
Além da pirsão de Rangel, os agentes cumprem outros cinco mandados de prisão e mais 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, todas no RJ.
Segundo a PF, as investigações começaram após a análise de mídias apreendidas na primeira fase da ação. Na ocasião, o objetivo era reprimir o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos.
As apurações revelaram um esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc (Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro), classificada como uma “zona de influência politica do parlamentar que é alvo da operação de hoje (5), para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.
A PF ainda indicou que após receberem os recursos públicos, os sócios ou procuradores faziam saques. Posteriormente, realizavam depósitos ou transferências bancárias para empresas diretamente ligadas a membros do grupo.
As investigações apontam que os valores desviados eram misturados com recursos de origem lícita em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.
Fonte: CNN



