Stella Oliveira, alvo de sanções dos EUA por suposta ligação com PCC, é solta pela Justiça Federal

A Justiça Federal em Santos decidiu, nesta terça-feira (7), pela soltura dos investigados que estavam presos temporariamente na Operação Exchange. Essa operação, realizada pela Polícia Federal na última sexta-feira (3), tinha como objetivo desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Dentre os liberados, está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que se tornou a primeira brasileira a receber sanções diretas do governo dos Estados Unidos devido a supostas conexões com a facção criminosa. A juíza da 7ª Vara Federal Criminal de Santos considerou que, com o término do prazo de prisão e a finalização das buscas, não havia justificativas suficientes para transformar a prisão temporária em preventiva.
Por outro lado, Victor Henrique de Oliveira Shimada, identificado pela Polícia Federal como o líder do núcleo financeiro do PCC no Brasil, não foi preso, pois já se encontrava foragido na data das prisões. A Justiça decidiu converter sua prisão temporária em preventiva, mantendo a ordem de captura internacional. O relatório da PF indica que Shimada atuava como “doleiro”, gerenciando empresas de fachada e coordenando a movimentação de dinheiro em diversos países. Ele foi mencionado em 51 comunicações de inteligência financeira e pode ter movimentado R$ 1,9 bilhão através de sua principal empresa de fachada, a Victory Trading Intermediação de Negócios.
A Operação Exchange foi iniciada dois dias após o governo dos Estados Unidos anunciar o bloqueio de bens e empresas dos investigados que estivessem sob sua jurisdição. Parte das informações que embasaram a operação foram obtidas a partir de investigações do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Segundo a PF, o grupo movimentou cerca de R$ 10 bilhões por meio de um esquema que envolvia tráfico internacional de drogas, especialmente haxixe e derivados, além de lavagem de dinheiro utilizando criptoativos e empresas de fachada.
O advogado Yuri Cruz, que representa Shimada e Stella, declarou que está ciente da decisão judicial e que tomará todas as medidas legais necessárias, incluindo a busca pela revogação da prisão preventiva de Shimada.
Fonte: Euclides Diário



