PF adia depoimento de Vorcaro por questão técnica

Ex-banqueiro seria ouvido nesta quinta-feira (27) por videoconferência; depoimento foi adiado após problemas de conexão e remarcado para sexta-feira (28)

A PF (Polícia Federal) adiou para sexta-feira (28) o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Bando Master. A oitiva seria realizada por videoconferência nesta manhã, mas não ocorreu por problemas técnicos de conexão.

O depoimento desta quinta seria realizado da carceragem da Papudinha, como é conhecida a instalação do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. De acordo com a PF e com a defesa de Vorcaro, a oitiva não foi iniciada nesta quinta.

“A defesa aguardou até agora o restabelecimento do sinal estável para realização da audiência virtual, o que não foi possível. Desta forma, será designada nova data quando nosso cliente será ouvido sobre os fatos”, afirmou a defesa em nota.

Segundo a PF, a nova audiência será realizada na sexta, mas ainda não tem horário confirmado. O foco do depoimento é o inquérito que apura a atuação de dois ex-servidores do Banco Central, suspeitos de atuar em favor do Banco Master em troca de vantagens financeiras.

A PF apura se Vorcaro teria recebido informações privilegiados dos funcionários, que atuariam como “espiões” do então banqueiro dentro da estrutura do BC.

As investigações apontam que a PF encontrou, no celular de Vorcaro, um grupo de WhatsApp batizado de “grupo Master”, que reunia o próprio Vorcaro e dois servidores do Banco Central: Belline Santana, apontado como aliado interno no BC, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ambos do Departamento de Supervisão Bancária.

Conforme apurou a CNN, o ex-banqueiro pretende responder a todas as perguntas dos investigadores e deve negar as acusações. Vorcaro deve dizer que não obteve nenhum benefício proveniente do BC. O depoimento é o primeiro concedido por Vorcaro desde a última mudança na equipe de defesa, com a chegada do criminalista Daniel Bialski.

Também é primeiro interrogatório de Vorcaro desde sua prisão preventiva, em março, e o primeiro após a rejeição formal de duas propostas de delação premiada, tanto pela Polícia Federal quanto pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Fonte: CNN

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