PGR pede nulidade de provas na ação que investiga Vorcaro e Moraes

Manifestação aponta que nem a PGR nem a PF haviam solicitado inicialmente investigações sobre pessoas específicas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um pedido de nulidade das provas colhidas no processo que investiga a rede de relações do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o órgão, a manifestação aponta que nem a PGR nem a Polícia Federal haviam solicitado inicialmente investigações sobre pessoas específicas nos moldes que vieram a público.

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O desdobramento ocorre em meio à movimentação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que despachou solicitando uma manifestação da PGR com prazo de cinco dias, embora defenda que a análise pelos ministros do Supremo ocorra independentemente dessa resposta. Mendonça também sinalizou o interesse de levar o caso a uma sessão pública, transparente e presencial com os demais integrantes da Corte.

Para que isso ocorra, o ministro relator ainda precisará solicitar formalmente ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, a inclusão do tema na pauta do plenário – etapa que ainda não tem prazo definido para acontecer.

Apesar de citar novos elementos apresentados pela Polícia Federal, o despacho de Mendonça não menciona diretamente os diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Nos bastidores, o magistrado já iniciou o mapeamento de possíveis votos de colegas caso o tema avance para uma apuração formal.

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Internamente, o clima é de alta tensão no STF. Há questionamentos jurídicos expressivos devido à falta de precedentes para investigações diretas contra ministros da própria Corte, além de resistências quanto à exposição institucional que uma sessão aberta e inédita desse porte geraria, indicando que uma definição célere é improvável.

Troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes

Uma troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sugere que eles discutiam a possibilidade da Polícia Federal deflagrar uma operação que teria o banqueiro como alvo.

O conteúdo das mensagens foi revelado pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmado pela reportagem da Band.

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Conforme o relatório da Polícia Federal, tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master na Suprema Corte, eles trocaram mensagens em 15 de novembro de 2025, ou seja, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal.

Em 17 de novembro do ano passado, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

“Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo. Aquele mesmo juiz Ricardo? E o Galípolo tá sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda já tenho que estar fora?”, diz o conteúdo das mensagens.

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Bate-boca entre Moraes e Mendonça

O clima esquentou nos corredores do STF após André Mendonça derrubar sigilo da ação que mostra mensagens entre Vorcaro e Moraes. Os dois ministros protagonizaram uma discussão acalorada na chegada para a sessão da Corte, exigindo inclusive a intervenção da equipe de segurança.

O atrito começou quando Moraes se aproximou de Mendonça no início da sessão para pedir uma conversa rápida. O magistrado parou para ouvi-lo, mas o diálogo evoluiu rapidamente para bate-boca, com ambos elevando o tom de voz e se exaltando diante dos presentes.

Diante da tensão e do risco de escalada na abordagem, os seguranças que atuam no local precisaram intervir prontamente para apartar a discussão entre os ministros. O episódio surpreendeu quem acompanhava a movimentação prévia da sessão desta terça-feira.

Fonte: Band

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