Defesa de Vorcaro consegue adiar depoimento à PF para 24 de setembro

Oitiva estava marcada para esta terça-feira (15) e ocorre no âmbito das investigações sobre operações financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, conseguiu adiar o depoimento dele à Polícia Federal, que estava previsto para esta terça-feira (15). A oitiva foi remarcada para 24 de setembro. Os advogados alegaram que não tinham confirmação de acesso à íntegra dos documentos e laudos anexados à investigação.
O depoimento faz parte das apurações sobre possíveis fraudes em operações financeiras e créditos repassados ao Banco de Brasília (BRB). Segundo a defesa, é necessário ter acesso a todos os autos, mídias e laudos para analisar o material antes da oitiva.
A audiência ocorreria no mesmo dia de uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), convocada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin. O plenário analisará um relatório da PF que identificou 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes entre o fim de outubro e meados de novembro de 2025. Os ministros decidirão se autorizam a abertura de uma investigação formal sobre os fatos.
As investigações também apontam suspeitas de irregularidades em operações envolvendo o Banco Master e o BRB. Em laudo divulgado pelo ministro André Mendonça, relator dos principais inquéritos do caso no STF, a PF identificou indícios de problemas na cessão de R$ 7,15 bilhões em carteiras de crédito da Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações para o Banco Master entre 2024 e 2025. A administração do BRB estima um rombo de R$ 8,8 bilhões, relacionado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil liquidação adquiridos do Master.
Relatórios da PF também apontam a atuação de um grupo ligado a Vorcaro, chamado “A Turma”, que seria responsável por obter informações antecipadas de investigações do Ministério Público Federal e da própria polícia. Segundo os documentos, o grupo utilizava credenciais de servidores públicos para monitorar apurações envolvendo o Banco Master, o BRB e o ex-banqueiro.
Fonte: Metro 1



