PL deve lançar candidaturas mesmo com possíveis reeleições de Motta e Alcolumbre

O clima dentro do partido é de crença nas vitórias repetidas de Motta e Alcolumbre, ainda mais com o apoio de Lula
A agenda do partido liberal desta semana está voltada para a escolha das candidaturas para as presidências da Câmara e do Senado. Nesta terça-feira (3), as 18h, os líderes das duas casas se reúnem para começar as discussões. Já na quarta-feira, as 11h, será a reunião geral com as bancadas, de onde se espera sair as decisões finais.

Segundo fonte da legenda, o PL irá lançar candidatos a Câmara e ao Senado mesmo acreditando na possibilidade das reeleições tanto de Hugo Motta quanto de Davi Alcolumbre. Ainda de acordo com bastidores, a ideia de não abrir mão da disputa legislativa é dar retorno aos eleitores que apostaram na direita para o Congresso Nacional. Mesmo assim, o clima dentro do partido é de crença nas vitórias repetidas de Motta e Alcolumbre, ainda mais com o apoio do presidente Lula.
Com a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, inesperada pelos aliados, as conversas retornam ao ponto de partida. Contando com a vitória, o partido vislumbrou alguns cenários possíveis, que chegaram a ser alinhados com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Para a presidência da Câmara dos Deputados, o partido estava entre dois nomes: Sóstenes Cavalcante, do PL, e Pedro Lupion, do Republicanos. Já para a presidência do Senado, o principal nome seria o de Rogério Marinho, atual líder do partido Liberal no Senado.
Segundo fonte da base governo no Senado, antes mesmo do resultado das eleições presidenciais, Marinho já fazia beija-mão no salão azul para a candidatura.
Além dele, o nome da senadora Tereza Cristina do partido Progressistas, também estava no radar como uma opção mais moderada, mais aceitável principalmente para a esquerda. Ainda de acordo com fonte da base aliada de Lula no Senado, Marinho seria rejeitado, porém, Tereza Cristina seria um caso a se pensar.
Agora, com o presidente Lula reeleito, as possibilidades voltarão a mesa de negociação nesta semana. Isso porque as candidaturas das presidências do salão verde e do salão azul, dependiam de quem seria o próximo presidente da República. O senador Rogério Marinho, por exemplo, era cotado para a Casa Civil em um possível governo Flávio, o que não aconteceu.
Fonte: Band



