Dólar fecha em R$ 4,60, menor cotação da pandemia

O dólar fechou em queda de 1,27%, cotado a R$ 4,6076, nesta segunda-feira (4): o resultado é o menor desde o início da pandemia, desde 4 de março de 2020, quando a moeda fechou cotada a R$ 4,5806. A moeda vem apresentando um movimento de queda desde o início do ano.

De acordo com especialistas, a tendência pode ser explicada por dois motivos distintos, mas interligados. O primeiro é a fuga dos investidores estrangeiros dos mercados europeus, que apresenta complicações desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O índice Sentix, que mede a confiança dos investidores, caiu para 18 pontos negativos neste mês de abril, o dobro do esperado pelos analistas da Reuters.

A guerra expôs fragilidades econômicas no continente, com as sanções e as respostas da Rússia, que levaram à escalada de preços de diversos commodities, como petróleo, grãos e metais.

O segundo motivo é a chegada desse capital no mercado financeiro brasileiro, que graças ao aumento dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, tem atraído investidores de todo mundo, buscando se aproveitar da taxa. Com o aumento para 10,75%, o Brasil se tornou o país com maior taxa de juros reais do mundo. No momento, a nação só está atrás da Rússia, que vem enfrentando uma crise econômica profunda por conta das sanções.

As previsões do mercado, que normalmente seriam divulgadas através do boletim Focus, foram adiadas por conta da greve dos servidores do BC. O relatório, que sai semanalmente, vem apontando em suas edições anteriores uma escalada da inflação para este ano. Por conta disso, espera-se que o Banco Central aumente ainda mais a Selic, que hoje se encontra em 11,75%, o que deverá atrair ainda mais o capital estrangeiro para dentro da bolsa brasileira.

Fonte: Yahoo Notícias

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