Relatório final da CPMI do INSS indiciará três e deixa Lulinha de fora
Relatório aponta senador e deputados federais como operadores e beneficiários de esquema de descontos ilegais e pagamento de vantagens indevidas
O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, com leitura programada para esta sexta-feira (27), formaliza o pedido de indiciamento de três congressistas. O documento aponta o envolvimento direto do senador Weverton Rocha (PDT) e dos deputados federais Euclydes Pettersen (Republicanos) e Maria Gorete Pereira (MDB) em um esquema de corrupção que operava dentro da autarquia previdenciária.
As investigações, subsidiadas por dados da Polícia Federal, detalham diferentes níveis de participação dos parlamentares. O senador Weverton Rocha é apontado como sócio oculto e líder das movimentações financeiras de um dos principais articuladores do grupo, conhecido como “Careca do INSS”.

De acordo com o relatório, o parlamentar exercia papel central na gestão dos recursos movimentados pelo esquema.
Atuações políticas e operacionais
O documento da CPMI também detalha a conduta dos deputados federais indiciados:
- Maria Gorete Pereira (MDB): É identificada como integrante do núcleo político e operacional. Sua função envolveria a articulação de associações utilizadas para viabilizar descontos ilegais em benefícios previdenciários.
- Euclydes Pettersen (Republicanos): O relatório indica que o deputado teria recebido mais de R$ 14 milhões em propina. Os repasses teriam ocorrido por meio de pagamentos mensais realizados por empresas ligadas ao ex-procurador-geral do INSS, Cícero Marcelino.
Ausência de indiciamento
Apesar da pressão de congressistas da oposição, o relatório não incluiu o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os indiciados. A comissão concluiu que não foi possível confirmar as suspeitas de ligação direta entre ele e o operador do esquema.
As mensagens interceptadas de Antonio Carlos Camilo Antunes mencionavam pagamentos de “mesada” e viagens de luxo para um indivíduo referido como “filho do rapaz”. No entanto, os investigadores da CPMI ressaltaram que as diligências não foram suficientes para comprovar que o termo se referia a Lulinha, o que motivou a sua exclusão da lista final de pedidos de indiciamento.
Fonte: Band



