Castro é alvo da PF em operação sobre aportes do Rioprevidência no Master

Segundo a PF, o governo de Cláudio Castro transferiu quase R$ 3 bilhões para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões

ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26). A ação investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master.

Essa é a segunda vez que o ex-governador do Rio de Janeiro é alvo da Polícia Federal. A primeira ação ocorreu em 15 de maio, durante a operação Sem Refino, que apura fraudes no setor de combustíveis.

Agentes federais cumprem dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília, no Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, o governo de Cláudio Castro transferiu quase R$ 3 bilhões para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões.

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta fase, é apurado aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.

Cláudio Castro condenado pelo TSE

Cláudio Castro renunciou ao comando do Executivo fluminense em 24 de março. Ele pretende concorrer a uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro. O político foi reeleito no primeiro turno das eleições de 2022, com 4,9 milhões de votos.

A saída ocorreu na véspera da retomada do caso da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ (Ceperj) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por 5 votos a 2, o TSE decidiu condenar Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Com a decisão, Castro ficará inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030.

Fonte: Band

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