Adustina-BA reduz em 67% número de acidentes graves com motociclistas

Uma discussão que perdura no município de Adustina-BA, é a obrigatoriedade do uso de capacete de segurança, por parte de motociclistas, bem como a atuação das forças de Segurança Pública na fiscalização do cumprimento do Artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro.
Há pouco mais de 1 ano, a Polícia Militar identificou a gravidade da prática da infração, que refletiu no aumento considerável de pacientes que faziam uso do Sistema Único de Saúde, da cidade e da região, passando então a realizar campanhas educativas de conscientização de trânsito.

Embora a decisão não tenha sido tomada de forma abrupta, causou uma resistência no município, levando o caso para esferas políticas. O assunto chegou a ser debatido na Câmara de Vereadores, sendo que em uma das sessões o objetivo seria orientar a população a respeito da importância do uso do equipamento de segurança. Em uma das sessões, o radialista Rodrygo Ferraz, trouxe o seu testemunho sobre o acidente em que sofreu no dia 1º de abril de 2021, e segundo ele ficou em estado gravíssimo, com um quadro de traumatismo craniano, sendo necessária a sua transferência para o Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal-BA, de onde foi levado às pressas para a Capital Baiana: “… todos conhecem a minha história, eu tive traumatismo craniano, eu bati na traseira de uma carreta – eu não estava com capacete, tive traumatismo craniano, de fato na hora, quando cheguei na maternidade perceberam essa consequência do traumatismo craniano por conta da minha teste ter um afundamento – o médico pediu urgentemente que eu fosse transferido para o Hospital Geral Santa Tereza em Ribeira do Pombal…” e disse mais: “eu fui liberado para Salvador urgentemente e uma estratégia de percurso de um dia correndo risco de morrer por conta desse traumatismo craniano, deste coágulo que estava dentro do meu crânio, chegando lá no HGE houve essa cirurgia onde foi retirado 50ml de sangue do meu crânio, e teve a parte frontal do meu crânio que foi reconstruída, que tem uma placa de Titanium…”. Por fim, na época Rodrygo concluiu que os danos e prejuízos sofridos, se devem ao fato do mesmo não está fazendo uso do capacete no momento do acidente. Já o Major Cirne, Comandante da 21ª CIPM, aproveitou a fala do radialista, para afirmar que o papel da instituição em fiscalizar, é justamente com o intuito de preservar vidas.
Legisladores X Lei
Embora o Uso Obrigatório do Capacete esteja previsto em lei Nacional, ou seja, deve ser respeitado em todo o Território Nacional, como prevê o Artigo 244 do Código Nacional de Trânsito, membros do legislativo Adustinense têm se mostrado contrários à obrigatoriedade. Ainda em 2025, o vereador Orlando de Diomédio (União) chegou a propor o fim do uso obrigatório de capacete no município, o que seria inconstitucional, sob a alegação que o equipamento seria responsável pelo aumento de crimes na região.
Já na última semana, o caso voltou a repercutir na Câmara de Vereadores, através do vereador Gilberto Soldado, que afirmou que o rigor na fiscalização acentua as desigualdades, porque acaba punindo as pessoas que são carentes e não têm condições de adquirir o equipamento de segurança.
Polícia Militar
Diante da polêmica, o site PORTAL ALERTA procurou a Polícia Militar para esclarecer os fatos. De acordo com a 21ª CIPM, recentemente houve uma reunião que contou com a participação de representantes da Instituição Policial, bem como dos poderes executivo e legislativo da cidade. Na ocasião, foi mostrado através de números, o resultado do trabalho de fiscalização realizado no prazo de um ano. De acordo com a própria Secretaria Municipal de Saúde, em 2024 foram atendidas 240 vítimas de acidente com motos nas Unidades públicas de saúde da cidade. Já em 2025, após o aumento na fiscalização, este número caiu para 79, uma redução de 67%, o que gerou além de economia com os gastos na saúde, mais vagas em leitos para enfermos, e principalmente a preservação das vidas.
Redação: Portal Alerta



